Reserva de emergência e seguro de vida são boas opções para se resguardar contra imprevistos
Planejar um orçamento familiar com sucesso é mais do que fechar as contas no azul todo fim de mês. Desemprego, doenças graves e acidentes pessoais são apenas alguns dos imprevistos que podem acontecer com qualquer pessoa e impor um custo financeiro muito grande sobre o orçamento de uma família.
Para se proteger contra essas situações, especialistas em finanças pessoais costumam sugerir a formação de uma reserva de emergência a ser mantida em aplicação com grande liquidez, ou seja, poupar uma quantia todo mês para acumular uma reserva que possibilite lidar com esses imprevistos com mais tranquilidade.
No entanto, essa prática exige muita disciplina. Antes de mais nada, é importante se assegurar de que sua renda não está amplamente comprometida com o pagamento de dívidas – é natural que toda família tenha alguma parcela de dívida, mas ela deve ser controlável e sustentável.
Depois, o ideal é incluir todos os seus gastos em uma planilha e avaliar quais são os itens essenciais e quais podem ser eventualmente reduzidos. Esse é o modo mais indicado para ter uma dimensão dos gastos mensais e poder calcular o valor que será destinado para uma reserva de emergência.
O problema é que, muitas vezes, acontecem eventos em nossas vidas que geram um dano financeiro mais intenso e mais duradouro. É o caso dos acidentes graves que determinam grandes mudanças na vida da pessoa, desde o estilo de vida até a necessidade de mudar de moradia. De acordo com o último censo do IBGE em que foi feito um levantamento das pessoas com deficiência, são mais de 1,5 milhão de brasileiros com incapacidade permanente em termos auditivos, visuais ou motores.
Além de potencialmente impactar opções profissionais – diminuindo a renda da família –, o custo de vida das pessoas com deficiência pode ser maior, uma vez que elas precisam de bens e serviços especiais, como cuidadores ou equipamentos e casas acessíveis.
Situações que igualmente podem pesar sobre o planejamento financeiro de uma família são a morte de um parente responsável por parte importante da renda, o diagnóstico de uma doença grave ou a necessidade de internação hospitalar prolongada. Uma saída para evitar todos esses custos é contar com um seguro de vida.
Diferentemente do que se costuma imaginar, seguro de vida não é apenas para morte. Esse produto faz parte de um segmento maior, conhecido como seguro de pessoas, e a apólice pode incluir diferentes coberturas opcionais. Dependendo da seguradora, é possível fazer uma contratação personalizada de acordo com o valor adequado para cada tipo de necessidade.
Há uma série de modelos de pagamentos distintos para esses seguros, com prazos variáveis ou até mesmo coberturas temporárias – por isso, o importante é pesquisar quais opções mais se adaptam à realidade e aos objetivos individuais.
Desse modo, a constituição de uma reserva de emergência e a compra de um seguro de vida atuam de modo conjunto para garantir a tranquilidade financeira da família.
Fonte: http://www.infomoney.com.br/